Para Amanda
Acordei e você havia partido
revirei meus sentimentos
e não encontrei qualquer alívio
ficamos sós, no compartimento
(tão calado, tão sentido)
da perplexidade que em nós se arrima.
Procuro nos braços e nos ouvidos outros
A carícia que nunca mais virá de suas mãos...
O conselho sábio na hora
Em que a vida me diz “não”.
Transito a esmo, seguindo a vontade
De quem me quer bem
e não vejo destino qualquer...
nem a paz que me convém.
O tom acinzentado dos meus dias
me remete à sua presença:
fico presa à idéia sufocante
de sua ausência.
Ouço palavras, reparo em gestos,
Respondo, sorrio, choro...
Mas, minha dor, eu não empresto:
é minha benção, parte do meu trajeto,
a senda estreita em meu caminho;
o espinho a proteger a flor da sabedoria
que a vida me fez portar.
Se nem tudo são pétalas de rosa,
Transformo a tristeza em poesia...
não em verso ou em prosa
mas no amor que guardo à vida.
São Paulo, 28/03/2008.
Acordei e você havia partido
revirei meus sentimentos
e não encontrei qualquer alívio
ficamos sós, no compartimento
(tão calado, tão sentido)
da perplexidade que em nós se arrima.
Procuro nos braços e nos ouvidos outros
A carícia que nunca mais virá de suas mãos...
O conselho sábio na hora
Em que a vida me diz “não”.
Transito a esmo, seguindo a vontade
De quem me quer bem
e não vejo destino qualquer...
nem a paz que me convém.
O tom acinzentado dos meus dias
me remete à sua presença:
fico presa à idéia sufocante
de sua ausência.
Ouço palavras, reparo em gestos,
Respondo, sorrio, choro...
Mas, minha dor, eu não empresto:
é minha benção, parte do meu trajeto,
a senda estreita em meu caminho;
o espinho a proteger a flor da sabedoria
que a vida me fez portar.
Se nem tudo são pétalas de rosa,
Transformo a tristeza em poesia...
não em verso ou em prosa
mas no amor que guardo à vida.
São Paulo, 28/03/2008.