Agradas ao mundo com teu sorriso
(inigualável por natureza...)
invades a poesia,
sensualizando as rimas
removes as barreiras,
convidando a gentileza.
És a docilidade em mais suave textura...
da tua pele emanam frescores perfumados
que vão difusos em direção a todos,
envolvendo a beleza no cativeiro de teus traços.
Os amores do passado,
sejam recentes ou remotos
desbotam na palidez de uma lembrança
a se dissolver nas cores do teu encantamento.
Ao pisares, fitando-me os olhos vidrados
sinto um tremor na fibra última d´alma,
e contraio um disfarce que acalma,
entregando-me inteiro, de coração revelado.
Quando retornas, adentrando a sala vazia
recebo o apelo encaminhado aos escaninhos divinos...
Ao dissimulares um interesse afim
me esbaldo no regozijo de tua presença,
sorvendo em longos haustos
cada centímetro que nos separa...
e, em fantasia, anulo a parede infame
das diferenças que nos afastam.
O dia avança com minha mente em dissidência,
pois, em meus braços viceja espaçoso
o estranho vazio da tua ausência.
Pacatos poemas de quem sente mais do que entende. Coloco aqui aquelas expressões mais espontâneas da minha relação com o mundo. Os poemas são péssimos, eu bem o sei! Mas quem sabe não haja algum que lhe fale algo? Não tenha expectativas: não há lugar para isso nesse ambiente. Leia, simplesmente. Se não houver sentido é porque você está no caminho certo. Siga em frente... a vida nos aguarda.
6.10.09
22.1.09
Poema do Amor Torto
Meu desespero em amar-te é tragédia...
quero ter-te a cada momento,
és o ar que respiro
a água que sacia minha sede:
uma secura de amar que viestes a aliviar.
Dentro do sonoro retumbar do meu peito
descubro em ti a carícia plena das promessas
a me realçar os limites incertos do porvir
Deixo-me levar, sem contingências estratégicas,
pelo perfume adocicado de tua presença,
garimpo cada segundo, à procura de ti:
na esquina do tempo, paro absorto
para admirar-te, assim como és, perfeita
(corruptela divina da humanidade defeituosa)
em teus trejeitos e deslizes adultamente pueris
Na devassa das emoções guardadas,
qual caixa de pandora do amor,
liberastes o afeto represado
por detrás das paredes da desilusão,
que transbordou incauto, impulsivo,
do leito sereno da prudência calculada
Em teu amor não posso resguardar-me
preciso sorvê-lo a goles largos
e, mesmo que me engasgue
és fonte infinda donde jorra
a impávida magia de Vênus,
a banhar os corações aflitos,
a enfeitiçar os medrosos,
a encabular os poetas extrovertidos,
a cingir de paixão o terreno da razão.
Meu amor, tanto és assim,
tanto me fazes amar-te,
que meu coração bate, incoerente,
na cadência de teus passos
estejam eles a partir ou a voltar
Trafegando por entre espinhos,
revelo-me um menino ainda frágil
desconcertado face à tua grandeza,
orientado pela ponta dos seus dedos
que, cegamente, me conduzem
num vaivém sem final
entre o amor torto e o amor total.
São Paulo, 21/01/2009
quero ter-te a cada momento,
és o ar que respiro
a água que sacia minha sede:
uma secura de amar que viestes a aliviar.
Dentro do sonoro retumbar do meu peito
descubro em ti a carícia plena das promessas
a me realçar os limites incertos do porvir
Deixo-me levar, sem contingências estratégicas,
pelo perfume adocicado de tua presença,
garimpo cada segundo, à procura de ti:
na esquina do tempo, paro absorto
para admirar-te, assim como és, perfeita
(corruptela divina da humanidade defeituosa)
em teus trejeitos e deslizes adultamente pueris
Na devassa das emoções guardadas,
qual caixa de pandora do amor,
liberastes o afeto represado
por detrás das paredes da desilusão,
que transbordou incauto, impulsivo,
do leito sereno da prudência calculada
Em teu amor não posso resguardar-me
preciso sorvê-lo a goles largos
e, mesmo que me engasgue
és fonte infinda donde jorra
a impávida magia de Vênus,
a banhar os corações aflitos,
a enfeitiçar os medrosos,
a encabular os poetas extrovertidos,
a cingir de paixão o terreno da razão.
Meu amor, tanto és assim,
tanto me fazes amar-te,
que meu coração bate, incoerente,
na cadência de teus passos
estejam eles a partir ou a voltar
Trafegando por entre espinhos,
revelo-me um menino ainda frágil
desconcertado face à tua grandeza,
orientado pela ponta dos seus dedos
que, cegamente, me conduzem
num vaivém sem final
entre o amor torto e o amor total.
São Paulo, 21/01/2009
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