Quando se deixa,
pela alma, suspirar
o arfante desejo
de amar
há que se atrever
a não trucidar
o inviolável apego
Ao se sonhar
com coração partido
não há pior alarido
que a dor
de se acordar
Escorre por entre os dedos
... suplicante...
a esperança do ensejo
que se foi, assim,
num instante
Aprisionado
no faz-de-conta
(de versos amantes)
que amedronta...
em bailado inconstante
e improvisado
Segue a vida
para um novo amor...
pulsação itinerante,
bandida, ferida,
destemido vigor
... que jamais se desencante.