17.3.14

Livre

Sinto a vida se espalhar
Vejo com clareza
Mas não consigo enxergar...
Tibieza

Por todos os lados,
Há tanta incompreensão
Xingamentos disfarçados...
De razão

Minha mente não dá conta
Sinto escorregar pelos dedos
a certeza que me aprisiona...
é meu enredo

Cárcere é um poder
Invertido em negação
Um obstruído querer...
É exclusão

Ao pensar na liberdade
Desato meu desejo
E o ancoro na vontade...
Eis o meu ensejo

Fazer o que se quer
Porque se pode
Torna livre até
Quem escolhe

Não saber querer
Por não se conseguir
Enjaula qualquer ser
Em imutável devir

Liberto
o incerto
Aperto
o  trajeto

Sigo reto
Insurreto
E supero,
austero

Livre sou
Sei que quero
Aqui estou

Assim espero