Sinto a vida se espalhar
Vejo com clareza
Mas não consigo enxergar...
Tibieza
Por todos os lados,
Há tanta incompreensão
Xingamentos disfarçados...
De razão
Minha mente não dá conta
Sinto escorregar pelos dedos
a certeza que me aprisiona...
é meu enredo
Cárcere é um poder
Invertido em negação
Um obstruído querer...
É exclusão
Ao pensar na liberdade
Desato meu desejo
E o ancoro na vontade...
Eis o meu ensejo
Fazer o que se quer
Porque se pode
Torna livre até
Quem escolhe
Não saber querer
Por não se conseguir
Enjaula qualquer ser
Em imutável devir
Liberto
o incerto
Aperto
o trajeto
Sigo reto
Insurreto
E supero,
austero
Livre sou
Sei que quero
Aqui estou
Assim espero