Sempre a navegar
oceanos de alegria
e mares de euforia
vai a alma
No seu lento propulsar
escorrem os anos
e, mesmo assim, vamos
sempre a navegar
Trovoadas e tempestades
A balbúrdia das águas
traz o que nos falta:
a solidez da vontade
Evitar o naufrágio,
manter-se atento...
(e flexível)
Chacoalha o chão liquefeito:
é a tormenta
O equilíbrio fica acima
na cabine de controle:
Enfrenta a onda terrível
embora, na escuridão
essa lhe seja invisível
Mas, toda a tempestade
por tenaz que se mostre,
por violenta que se desdobre
ao fim há de chegar
Flexibilidade e solidez
Receita de sobrevivência
Nesses mares bravios
da existência...
Onde nosso chão
só é suporte se flutuarmos,
em concordância cambiante,
com sua imprevisível dinâmica.
É preciso, pois, espraiar-se
com fé e esperança
Ser digno, ao equilibrar-se,
Do ensino que balança
(Mas que respeita)
o nosso navegar.
18/04/2007.
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