Bota fé
Corre pro seu lado
Vai a pé
Pede algo bem gelado
Pode ser que venha por sorte
Desdenha a própria morte
Se a vida é de se levar
De que vale viver com pesar?
Nos barrancos se delicia:
De terra é sua alegria
O sorriso é dos amantes
Mas cria o amor a cada instante
Não é de se apossar
Permite-se apenas gostar
Sem freios nem avisos
De paixão constrói seus abismos
E salta...
Peralta
Qual larápio da tristeza
Que a rouba sem vileza
Pelo poder de um olhar
Que vai distribuindo sem hesitar
Açoitando a dura franqueza
Com a maciez da sutileza
Vai e vem...
Como lhe convém
A vontade merece respeito
Seja a torto ou a direito
Basta que do mundo
Se faça seu pano de fundo
Para que do seu jeito sem pressa
Descubra aquilo que não cessa
E, assim, faz amar
Doar...
Com paz se vê crescer
Mesmo que de fora não se queira ver.
(Para a Pessoa Grande que ensina sem esforço a leveza do bom viver – 03/05/2006).
Um comentário:
Para viver nesse mundo é preciso ser... somente isso. Você pode viver nele, basta que veja os problemas e reveses como meras tarefas cotidianas. Em outros termos, equivale a ouvir o que o próximo tem a dizer, mesmo que suas idéias sejam ridículas e inconsistentes. Ou seja, é chato, é cansativo, exige paciência, mas é necessário para se viver em paz. Estou tentando viver nesse mundo, convido-te a tentar também. Beijos
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