3.5.06

No caminho com paz

Bota fé
Corre pro seu lado
Vai a pé
Pede algo bem gelado

Pode ser que venha por sorte
Desdenha a própria morte

Se a vida é de se levar
De que vale viver com pesar?

Nos barrancos se delicia:
De terra é sua alegria

O sorriso é dos amantes
Mas cria o amor a cada instante

Não é de se apossar
Permite-se apenas gostar

Sem freios nem avisos
De paixão constrói seus abismos

E salta...
Peralta

Qual larápio da tristeza
Que a rouba sem vileza

Pelo poder de um olhar
Que vai distribuindo sem hesitar

Açoitando a dura franqueza
Com a maciez da sutileza

Vai e vem...
Como lhe convém

A vontade merece respeito
Seja a torto ou a direito

Basta que do mundo
Se faça seu pano de fundo

Para que do seu jeito sem pressa
Descubra aquilo que não cessa

E, assim, faz amar
Doar...

Com paz se vê crescer
Mesmo que de fora não se queira ver.

(Para a Pessoa Grande que ensina sem esforço a leveza do bom viver – 03/05/2006).

Um comentário:

André Roncaglia disse...

Para viver nesse mundo é preciso ser... somente isso. Você pode viver nele, basta que veja os problemas e reveses como meras tarefas cotidianas. Em outros termos, equivale a ouvir o que o próximo tem a dizer, mesmo que suas idéias sejam ridículas e inconsistentes. Ou seja, é chato, é cansativo, exige paciência, mas é necessário para se viver em paz. Estou tentando viver nesse mundo, convido-te a tentar também. Beijos