Simplicidade...
O mar segue a sua rotina
A areia solidária lhe recebe: dissoluta...
Insistem numa eterna reconciliação:
o encontro e o adeus.
Despedem-se para se reencontrar,
e deixam que o outro guarde sempre
um pouquinho de si...
memória real e presente
Fábula que ensina
pela presteza com que serve
ao anseio de ternura.
O mar e a areia:
O lençol contínuo que une os grãos
(tão juntos, mas de laços tão fracos)
como o amor faz com a aridez
repulsiva do homem
para com ele mesmo.
(São Paulo – 20/06/2007)
Um comentário:
um dos meus poemas favoritos... não canso de ler e reler!
super beijo
Rê Sertório
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