10.2.08

Leoa de Deus (ou elogio da libertação)

Segue livre o teu caminho:
liberta, como deve ser,
do jugo ignorado
de a mim “pertencer”.

Histeria e exatidão
motivam e perpassam
o movimento descontrolado
de um animal enjaulado
na busca da emancipação.

Perdôo-te a insensatez
por carecer da desrazão
dos valores rasos,
aconchegados no orgulho
e na ambição.

Meu espírito te ressuscita
com voto de gratidão
pela peleja de amor
que encetaste até o fim.

Nasce de novo, Leoa de Deus
mostra a tua força
nas cinzas das horas...
abdica dos caminhos que te seduzem.

Firma-te sobre a Pedra
que escolheste para,
harmoniosamente,
erigir a igreja de tua vida,
de teu amor.

Deixa o passado
para o presente de teus atos
agindo silenciosamente,
assimilado...

Fecho a porta do pretérito
e enegreço o retrovisor
para oferecer-te o contraste
dentre as formas futuras que,
no horizonte,
adquirem seus contornos.

Arquivo o que já se foi
para, finalmente,
apreciar o teu porvir
despacho o nosso “a dois”
na certeza franca de que o vivi.

(São Paulo – 07/02/2008)

Um comentário:

Anônimo disse...

Obrigada.
Acho que o escreveu para ambos...
muito sutil e delicado.
Um abraço!