Segue livre o teu caminho:
liberta, como deve ser,
do jugo ignorado
de a mim “pertencer”.
Histeria e exatidão
motivam e perpassam
o movimento descontrolado
de um animal enjaulado
na busca da emancipação.
Perdôo-te a insensatez
por carecer da desrazão
dos valores rasos,
aconchegados no orgulho
e na ambição.
Meu espírito te ressuscita
com voto de gratidão
pela peleja de amor
que encetaste até o fim.
Nasce de novo, Leoa de Deus
mostra a tua força
nas cinzas das horas...
abdica dos caminhos que te seduzem.
Firma-te sobre a Pedra
que escolheste para,
harmoniosamente,
erigir a igreja de tua vida,
de teu amor.
Deixa o passado
para o presente de teus atos
agindo silenciosamente,
assimilado...
Fecho a porta do pretérito
e enegreço o retrovisor
para oferecer-te o contraste
dentre as formas futuras que,
no horizonte,
adquirem seus contornos.
Arquivo o que já se foi
para, finalmente,
apreciar o teu porvir
despacho o nosso “a dois”
na certeza franca de que o vivi.
(São Paulo – 07/02/2008)
Um comentário:
Obrigada.
Acho que o escreveu para ambos...
muito sutil e delicado.
Um abraço!
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