8.4.06

Rosa sem espinho

Na sua boca vou deitar
Estremecer o meu sofrer
Falar de amor no seu lugar

Espairecer a dor que crê
Na lua nova do abismo,
Serpente do ardor, do torpor

Por você, Oh! Senhora,
Faço das palavras um trovador
A cantar-te em fantasia
Por amor, por euforia

É assim, na eterna
Imensidão da vida
Que lembro de suas feridas
De suas noites mal-dormidas

Na aleivosia ignominiosa
Do destino sutil
Fazer de ti rosa
Sem o espinho vil

Pois sua proteção
Vem de cima das nuvens
E não há predador maior

Do que aquela sensação menor
Que vem de dentro
E de ti se incumbe

(Em homenagem à maior mulher de todos os tempos – São Paulo, 20/12/2005)

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